O BRASIL SEM O ACRE

Geographical, statistical, and historical map of Brazil, by J. Finlayson, 1827

O BRASIL SEM O ACRE

Inspirado pela excelente minissérie "Mad Maria" na TV, trago para vocês um mapa que mostra a configuração territorial do Brasil em 1822, ainda sem a anexação do Acre, entre outras curiosidades. Foi por causa desse estado que a ferrovia Madeira-Mamoré foi construída, em Rondônia.

A exploração do comércio da borracha levou muitos brasileiros, principalmente nordestinos, à região do Acre, área que pertencia à Bolívia desde 1867. Eles se recusaram a obedecer às autoridades (que os queriam foram dali), criaram um território independente e exigiram sua anexação ao Brasil (tipo uma invasão do MST, na floresta). Acompanhe:

REPÚBLICA DO ACRE - Em 1899, com apoio do governo do Amazonas, os seringalistas brasileiros criaram a República do Acre, que logo foi extinta pelo exército brasileiro. A região foi devolvida aos bolivianos, e em 1901 a Bolívia arrendou o Acre ao The Bolivian Sindicate of New York City in North America.

ESTADO INDEPENDENTE DO ACRE - Em 1902, os brasileiros instalados no Acre se rebelaram e expulsaram as forças armadas bolivianas. Em 1903, o líder da revolta, José Plácido de Castro e Castro, foi aclamado governador do Estado Independente do Acre. Mas durou pouco.

TERRITÓRIO FEDERAL DO ACRE - Em 17 de novembro de 1903, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de Petrópolis: o Brasil comprou a região por 2 milhões de libras esterlinas, comprometeu-se a construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré (olha aí a Mad Maria!) e a indenizar os americanos do Bolivian Syndicate com 110 mil libras esterlinas. No ano seguinte, o Acre foi finalmente incorporado ao Brasil como território federal e, em 1962, elevado à categoria de Estado.

Apesar de ser considerada oficialmente um grande feito, a compra desse estado é muito questionada, principalmente por causa da fortuna que custou ao País. A grande pergunta que se faz é: afinal, pra que o Brasil comprou o Acre?


O BRASIL SEM O ACRE

Geographical, statistical, and historical map of Brazil, by J. Finlayson, 1827

O BRASIL SEM O ACRE

Inspirado pela excelente minissérie "Mad Maria" na TV, trago para vocês um mapa que mostra a configuração territorial do Brasil em 1822, ainda sem a anexação do Acre, entre outras curiosidades. Foi por causa desse estado que a ferrovia Madeira-Mamoré foi construída, em Rondônia.

A exploração do comércio da borracha levou muitos brasileiros, principalmente nordestinos, à região do Acre, área que pertencia à Bolívia desde 1867. Eles se recusaram a obedecer às autoridades (que os queriam foram dali), criaram um território independente e exigiram sua anexação ao Brasil (tipo uma invasão do MST, na floresta). Acompanhe:

REPÚBLICA DO ACRE - Em 1899, com apoio do governo do Amazonas, os seringalistas brasileiros criaram a República do Acre, que logo foi extinta pelo exército brasileiro. A região foi devolvida aos bolivianos, e em 1901 a Bolívia arrendou o Acre ao The Bolivian Sindicate of New York City in North America.

ESTADO INDEPENDENTE DO ACRE - Em 1902, os brasileiros instalados no Acre se rebelaram e expulsaram as forças armadas bolivianas. Em 1903, o líder da revolta, José Plácido de Castro e Castro, foi aclamado governador do Estado Independente do Acre. Mas durou pouco.

TERRITÓRIO FEDERAL DO ACRE - Em 17 de novembro de 1903, Brasil e Bolívia assinaram o Tratado de Petrópolis: o Brasil comprou a região por 2 milhões de libras esterlinas, comprometeu-se a construir a estrada de ferro Madeira-Mamoré (olha aí a Mad Maria!) e a indenizar os americanos do Bolivian Syndicate com 110 mil libras esterlinas. No ano seguinte, o Acre foi finalmente incorporado ao Brasil como território federal e, em 1962, elevado à categoria de Estado.

Apesar de ser considerada oficialmente um grande feito, a compra desse estado é muito questionada, principalmente por causa da fortuna que custou ao País. A grande pergunta que se faz é: afinal, pra que o Brasil comprou o Acre?


O CAMPO ONDE A HISTÓRIA PASSOU

Detalhe do Campo d d'Acclamação ( Campo de Santana ) no mapa
"Nova planta da cidade do Rio de Janeiro", E. & H. Laemmert, 1867

O CAMPO ONDE A HISTÓRIA PASSOU

Em referência ao dia 15 de Novembro, trazemos um mapa com destaque para o local onde se deu o golpe militar que instaurou o sistema republicano, em 1889.

O grande parque da atual Praça da República, vizinho à Av. Presidente Vargas, o Palácio Duque de Caxias e a sede da Central do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, era um areal alagadiço coberto de mato até o início do século XVIII. Durante anos foi o local onde predominaram a malandragem e os negros escravos e forros, com animadas rodas de batuque.

Apesar desta origem simples e popular, poucos lugares no mundo testemunharam tantos fatos históricos e provavelmente nenhum teve seu nome trocado tantas vezes:

* Inicialmente, foi conhecido por Largo de São Domingos devido à construção de uma capela pela Irmandade de mesmo nome;

* Em 1735, passa a ser chamado de Campo de Santana, graças à outra capela levantada num terreno doado aos Irmãos de Santana (onde hoje está a estação ferroviária Central do Brasil). Naquele tempo, o local era freqüentado por lavadeiras e desocupados, servindo ao despejo noturno do "tigre" (barris de esgoto) pelos escravos;

* Em 1790, iniciou-se um aterro daquela área. O terreno foi cercado, ganhou uma fonte e passou a ser chamado de Chafariz das Lavadeiras (demolido em 1873, parte dele encontra-se no Museu Histórico da Cidade);

* Em 24 de junho de 1818, D. João foi aclamado Rei de Portugal naquele parque, com grandes comemorações;

* Em 12 de outubro de 1822, o nome foi trocado para Campo da Aclamação, após a aglomeração popular que aclamou D. Pedro I como o primeiro imperador do Brasil;

* Em abril de 1831, no mesmo local, povo e tropas manifestaram-se contra D. Pedro I, que abdicou. O lugar então passou a ser chamado de Campo da Honra, mas este nome não "pegou" e, para o povo, continuou como "da Aclamação";

* Em 07 de setembro de 1880, após uma ampla reforma executada pelo paisagista francês Glaziou, o parque foi reinaugurado e manteve o nome de Campo da Aclamação;

* Em 1890, poucos meses após o Marechal Deodoro da Fonseca ter comandado, naquele local, o golpe militar que derrubou a Monarquia, o campo foi oficialmente designado como Praça da República, nome que persiste oficialmente, embora o povo tenha voltado a chamá-lo de Campo de Santana, como no século18.

Reparem nos nomes diferentes de algumas ruas (da Princeza, do Príncipe, da Imperatriz, do Sabão, Larga de São Joaquim, etc), na estrada de ferro atravessando o campo e na inexistência da av. Pres. Vargas, que ao ser construída reduziu drasticamente o tamanho do parque.

Quanto à proclamação da República, bem... mais uma vez a história não é como está nos livros. Foi um episódio tramado pela elite insatisfeita (fazendeiros paulistas e oficiais do Exército, na maioria) e concretizado por meio de mentiras, manipulação e injustiças - principalmente com D. Pedro II, que foi forçado a embarcar de repente para Portugal, escondido, no meio da madrugada, levando praticamente a roupa do corpo.

Se o povo soubesse o que estava acontecendo, certamente teria defendido o imperador e impedido sua expulsão do País. Os cariocas nem suspeitavam do golpe de 15 de novembro e pensavam que a movimentação das tropas no Campo de Santana era apenas uma parada militar. Quando a verdade apareceu, dois dias após, a República já estava "proclamada" e a Monarquia, em alto mar.

"Depois de lutar no Chaco Paraguaio, estou pronto para enfrentar o lodaçal político do Brasil"

( Marechal Deodoro da Fonseca)

Estava nada: primeiro presidente eleito do Brasil, Deodoro renunciou em dois anos.

O CAMPO ONDE A HISTÓRIA PASSOU

Detalhe do Campo d d'Acclamação ( Campo de Santana ) no mapa
"Nova planta da cidade do Rio de Janeiro", E. & H. Laemmert, 1867

O CAMPO ONDE A HISTÓRIA PASSOU

Em referência ao dia 15 de Novembro, trazemos um mapa com destaque para o local onde se deu o golpe militar que instaurou o sistema republicano, em 1889.

O grande parque da atual Praça da República, vizinho à Av. Presidente Vargas, o Palácio Duque de Caxias e a sede da Central do Brasil, no Centro do Rio de Janeiro, era um areal alagadiço coberto de mato até o início do século XVIII. Durante anos foi o local onde predominaram a malandragem e os negros escravos e forros, com animadas rodas de batuque.

Apesar desta origem simples e popular, poucos lugares no mundo testemunharam tantos fatos históricos e provavelmente nenhum teve seu nome trocado tantas vezes:

* Inicialmente, foi conhecido por Largo de São Domingos devido à construção de uma capela pela Irmandade de mesmo nome;

* Em 1735, passa a ser chamado de Campo de Santana, graças à outra capela levantada num terreno doado aos Irmãos de Santana (onde hoje está a estação ferroviária Central do Brasil). Naquele tempo, o local era freqüentado por lavadeiras e desocupados, servindo ao despejo noturno do "tigre" (barris de esgoto) pelos escravos;

* Em 1790, iniciou-se um aterro daquela área. O terreno foi cercado, ganhou uma fonte e passou a ser chamado de Chafariz das Lavadeiras (demolido em 1873, parte dele encontra-se no Museu Histórico da Cidade);

* Em 24 de junho de 1818, D. João foi aclamado Rei de Portugal naquele parque, com grandes comemorações;

* Em 12 de outubro de 1822, o nome foi trocado para Campo da Aclamação, após a aglomeração popular que aclamou D. Pedro I como o primeiro imperador do Brasil;

* Em abril de 1831, no mesmo local, povo e tropas manifestaram-se contra D. Pedro I, que abdicou. O lugar então passou a ser chamado de Campo da Honra, mas este nome não "pegou" e, para o povo, continuou como "da Aclamação";

* Em 07 de setembro de 1880, após uma ampla reforma executada pelo paisagista francês Glaziou, o parque foi reinaugurado e manteve o nome de Campo da Aclamação;

* Em 1890, poucos meses após o Marechal Deodoro da Fonseca ter comandado, naquele local, o golpe militar que derrubou a Monarquia, o campo foi oficialmente designado como Praça da República, nome que persiste oficialmente, embora o povo tenha voltado a chamá-lo de Campo de Santana, como no século18.

Reparem nos nomes diferentes de algumas ruas (da Princeza, do Príncipe, da Imperatriz, do Sabão, Larga de São Joaquim, etc), na estrada de ferro atravessando o campo e na inexistência da av. Pres. Vargas, que ao ser construída reduziu drasticamente o tamanho do parque.

Quanto à proclamação da República, bem... mais uma vez a história não é como está nos livros. Foi um episódio tramado pela elite insatisfeita (fazendeiros paulistas e oficiais do Exército, na maioria) e concretizado por meio de mentiras, manipulação e injustiças - principalmente com D. Pedro II, que foi forçado a embarcar de repente para Portugal, escondido, no meio da madrugada, levando praticamente a roupa do corpo.

Se o povo soubesse o que estava acontecendo, certamente teria defendido o imperador e impedido sua expulsão do País. Os cariocas nem suspeitavam do golpe de 15 de novembro e pensavam que a movimentação das tropas no Campo de Santana era apenas uma parada militar. Quando a verdade apareceu, dois dias após, a República já estava "proclamada" e a Monarquia, em alto mar.

"Depois de lutar no Chaco Paraguaio, estou pronto para enfrentar o lodaçal político do Brasil"

( Marechal Deodoro da Fonseca)

Estava nada: primeiro presidente eleito do Brasil, Deodoro renunciou em dois anos.

Raios e trovões


Raios e trovões

O trovão, estrondo que acompanha o raio, é uma explosão que acontece devido à alta temperatura da faísca elétrica.

O calor altíssimo do raio agita as moléculas de ar a sua volta, expandindo-as com grande velocidade, o que causa o barulho. Normalmente o som é ouvido bem depois do clarão porque a velocidade da luz (em que viaja o raio) é muito maior que a do som, que se propaga através do ar.

Para ter uma noção da distância em que aconteceu o raio, basta começar a contar os segundos após ver o traço de luz. Assim que o trovão for ouvido, divide-se o número de segundos por três. O resultado é a distância aproximada em quilômetros em que aconteceu o fenômeno.


Raios e trovões


Raios e trovões

O trovão, estrondo que acompanha o raio, é uma explosão que acontece devido à alta temperatura da faísca elétrica.

O calor altíssimo do raio agita as moléculas de ar a sua volta, expandindo-as com grande velocidade, o que causa o barulho. Normalmente o som é ouvido bem depois do clarão porque a velocidade da luz (em que viaja o raio) é muito maior que a do som, que se propaga através do ar.

Para ter uma noção da distância em que aconteceu o raio, basta começar a contar os segundos após ver o traço de luz. Assim que o trovão for ouvido, divide-se o número de segundos por três. O resultado é a distância aproximada em quilômetros em que aconteceu o fenômeno.


Capacidade da Internet podia esgotar em 2010


Capacidade da Internet pode esgotar em 2010

O crescente uso da internet e a falta de investimento em infra-estruturas devem saturar a rede de internet em apenas três anos, afirma um estudo da empresa de consultoria Nemertes Research anunciado na quarta-feira em San Francisco, nos Estados Unidos.

Segundo Nemertes, os usuários terão que contar com cortes no serviço da internet daqui a 2010 se não for elevado drasticamente o investimento. A situação será especialmente preocupante na América do Norte, acrescentou o estudo.

Os provedores deveriam investir entre US$ 42 biliões (R$ 74,7 biliões) e US$ 55 biliões (R$ 97,8 biliões) –cerca de 65% mais do que estimam os planos actuais– para elevar sua capacidade.

O principal problema é que a infra-estrutura atual não pode cobrir a crescente demanda de conexão à internet de banda larga, afirmaram os consultores.

Nemertes reconheceu que este estudo é só “a melhor aproximação possível” da situação real, pois a internet é “quase opaca à investigação”.

Segundo ele, isso ocorre porque os provedores comerciais não querem divulgar informações que pudessem chegar à concorrência ou colocar em perigo a privacidade dos usuários da Folha Online

Relativamente à conclusão quanto à impossibilidade do estudo ter um melhor resultado possível do que este quer-me parecer que as razões invocadas não devem ser tanto essas mas sim o de os utilizadores da internet não ficaram a saber que não estão a ser feitos grandes investimentos nesta área porque o que essencialmente importa é rentabilizar o negócio, ainda que o serviço do ponto de vista da qualidade se vá degradando.


boteinstein
 
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